Pedofilia deixa de ser considerada doença

A pedofilia (ou pedossexualidade), também chamada pedofilia erótica e pedossexualidade erótica, deixou de ser considerada doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como revela a sua nova revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, o CID-11. Também deixaram a listagem de patologias o Fetichismo, o Travestismo Fetichista e o Sadomasoquismo – consideradas como desordens de preferência sexual – , e Transexualismo e Travestismo Bivalente – tratadas como transtornos da identidade sexual. O pedófilo, o fetichista, o sadomasoquista, o transexual e o travesti não são mais considerados doentes. [1][2]

A Pedofilia é uma forte orientação sexual por crianças (indivíduos impúberes, ou seja, quem não atingiu a puberdade, em geral, menores de 9 anos de idade). Para caracterizar a condição de pessoa pedófila, deve-se verificar que o interesse sexual por crianças (entes pré-púberes) é maior ou igual ao interesse sexual por indivíduos sexualmente maduros (entes púberes/pós-púberes).

A pedofilia foi considerada doença mental (um transtorno de preferência sexual) no CID-10, mas deixou a lista de patologias mentais no CID-11, que patologiza, na secção desordens parafílicas (paraphilic disorders), apenas o Transtorno Pedofílico (Pedophilic Disorder, também traduzido como Distúrbio Pedofílico ou Desordem Pedofílica), que abrange os pedófilos com grande dificuldade de se controlar ou que sofrem muito por sua condição sexual, como está na descrição:

O transtorno pedofílico é caracterizado por um padrão sustentado, focalizado e intenso de excitação sexual – manifestado por pensamentos sexuais persistentes, fantasias, impulsos ou comportamentos orientadas para pessoas pré-púberes. Além disso, para que o transtorno pedofílico possa ser diagnosticado, o indivíduo deve ter agido com base nesses pensamentos, fantasias ou impulsos ou ser acentuadamente angustiado por eles.[1]

Essa definição não é nenhuma novidade na psiquiatria, porque já estava no DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition), Quinta Edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (APAAmerican Psychiatric Association)[2]. Como explica a revista Psychology Today:

Para a condição a ser diagnosticada, um indivíduo deve agir sobre seus impulsos sexuais ou sentir angústia significativa como resultado de seus desejos ou fantasias. Sem esses dois critérios, uma pessoa pode ter orientação sexual pedofílica, mas não transtorno pedofílico. (For the condition to be diagnosed, an individual must either act on their sexual urges or experience significant distress as a result of their urges or fantasies. Without these two criteria, a person may have a pedophilic sexual orientation but not pedophilic disorder).[3]

Por tanto, Pedofilia não é sinônimo de Transtorno Pedofílico e é reconhecida como uma orientação sexual normal pela OMS e pela APA, como nas referências citadas. Pedofilia não é mais doença. Apenas está nas listas do CID-11 e do DSM-5, o Transtorno Pedofílico. Assim como aconteceu com o homossexualismo, que consta no CID-9, e não no CID-10, onde foi colocada a homossexualidade egodistônica para os casos de homossexuais que sofrem com sua condição, deixando a homossexualidade em si de ser patológica, doentia, anormal.

No CID-10, casos de transtornos psicológicos ou de comportamento que levavam a pedossexualidade, homossexualidade e transexualidade poderiam ser enquadrados, respectivamente como pedossexualidade egodistônica, homossexualidade egodistônica e transexualidade egodistônica (a classificação também incluía identidade de gênero) na Orientação sexual egodistônica. O DSM-5 manteve a transexualidade como “Disforia de Gênero” e excluiu a sexualidade egodistônica (como consequência, também a transexualidade egodistônica).[2][7]

Será normal a intensa atração sexual por quem é inerentemente estéril?
É sabido que a puberdade é a grande responsável pela sexualidade adulta e pela atração sexual adulta, visando a reprodução da espécie. Por isso, a infância (fase que vai só até o início da puberdade, por volta dos 9 anos de idade) é sexualmente desinteressante, como regra. Sendo assim, não faz muito sentido a atração erótica por pessoas do mesmo sexo (homossexualidade) já que a relação também é estéril. Assim, ambos, pedossexualidade e homossexualidade, foram consideradas parafilias eróticas, pedofilia e homossexualismo, respectivamente, e patologizadas.[8].

E outra. Um sujeito se considerar do sexo oposto ao do seu corpo também seria normal? É normal uma pessoa se considerar sendo do sexo oposto ao do seu corpo? A incongruência mente-corpo, (no caso, incongruência de gênero) não seria exatamente o que caracterizaria a transexualidade (transexualismo) e travestilidade (travestismo) como mazelas (doenças)? Ciência à parte, o CID e o DSM sofrem influências de lobbys e essas influências determinam os paradigmas para considerar algo como doença (patologia).

Vê-se muita preocupação por parte de ativistas LGBTs em fazer a sua condição sexual ser despatologizada, como uma forma de combater preconceitos e estigmas. Mas, ninguém combate a estigmatização de doentes. Todo mundo está suscetível a ficar doente e o estado patológico não deveria ser desculpa para haver discriminações e hostilizações.

Apesar das reflexões, o blog não endossa qualquer preconceito contra minorias sexuais, pedossexuais (pedofobia), homossexuais (homofobia), transexuais (transfobia) .

Referências:

[1] O CID-11 (ICD-11) contém o “Transtorno Pedofílico” como sub-classe (6D32 Pedophilic disorder)  da classe “Transtornos Parafílicos” (Paraphilic disorders), no Capítulo dos “Transtornos mentais, comportamentais ou do neurodesenvolvimento” (06 Mental, behavioural or neurodevelopmental disorders). “Desordem Pedofílica”, “6D32 Pedophilic disorder”, CID-11 (ICD-11), OMS (WHO) -https://icd.who.int/browse11/l-m/en#/http://id.who.int/icd/entity/517058174

[2] MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS 5ª EDIÇÃO DSM-5 -https://aempreendedora.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Manual-Diagnóstico-e-Estatístico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5.pdf

[3] “Pedophilia”, Psychology Today -https://www.psychologytoday.com/us/conditions/pedophilia

[4] Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10ª Revisão (CID-10) – Versão WHO para 2016. [International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th Revision (ICD-10)-WHO Version for 2016] – “Chapter V Mental and behavioural disorders (F00-F99)” -http://apps.who.int/classifications/icd10/browse/2016/en#/F60-F69

[5] O CID-10 (ICD-10) contém o “Fetichismo” como sub-classe (F65.0), o “Travestismo Fetichista” como sub-classe (F65.1), a “Pedofilia” (Pedossexualidade) como sub-classe (F65.4) e o “Sadomasoquismo” como sub-classe (F65.5) da classe “Transtornos da Preferência Sexual” (F65), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[6] O CID-10 (ICD-10) coloca a “Transexualismo” (Transexualidade) como sub-grupo (F64.0) e o “Travestismo bivalente” (Travestilidade) como sub-grupo (F64.1) do grupo “Transtornos da Identidade Sexual” (F64), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[7] O CID-10 (ICD-10) abarca o “Orientação Sexual Egodistônica” como sub-gênero (F66.1) do gênero “Transtornos psicológicos e comportamentais associados ao desenvolvimento sexual e à sua orientação” (F66), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[8] O CID-9 (ICD-9) inclui o “Homossexualismo” (Homossexualidade) como sub-categoria (302.0) e a “Pedofilia” (Pedossexualidade) como sub-categoria (302.2), da categoria “Desvios e Transtornos Sexuais” (302), no Capítulo dos “Transtornos Mentais” (Capítulo V).

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Felipe Neto pedófilo?

Felipe Neto Rodrigues Vieira, conhecido popularmente apenas como Felipe Neto, é um vlogger, ator e empresário luso-brasileiro. É conhecido por ter um dos maiores canais brasileiros no Youtube e o maior canal de irmãos do mundo com Luccas Neto (Luccas Neto Ferreira, seu irmão), o canal Irmãos Neto.

Seria Felipe Neto pedófilo? Seria Luccas Neto pedófilo? Ambos irmãos seriam uma dupla de pedófilos? O presente artigo busca refletir sobre a questão e acusações sofridas pelos Irmãos Neto.

Pedofilia é uma forte orientação sexual antes da puberdade, em geral, antes dos 9 anos de idade. Só que há um detalhe: Quem entende esse conceito é geralmente quem pesquisou sobre o assunto de forma séria. A maioria das pessoas não pesquisam nada. Repetem o que ouvem pela mídia sensacionalista. E a mídia banalizam a pedofilia e associa a pedofilia ao abuso sexual infantil.

Dada o conceito de pedofilia, pode-se ver claramente que o comentário abaixo do Felipe nada tem a ver com pedofilia, a não ser que a intenção dele fosse banalizar a pedofilia para normalizá-lo. Ou seja, extender o conceito de pedofilia para incluir adolescentes e assim Neto se considerar igual a todo mundo.

“Se Deus reprovasse a pedofilia, maninas de 15 anos não teriam esses peitos” (Felipe Neto).

Comentário semelhante foi feito por Whindersson Nunes:

“Seu Deus reprovasse a pedofilia, meninas de 14 anos não teriam esses peitos deliciosos (Whindersson Nunes).

Felipe Neto teria apenas feito uma afirmação idiota ou seria pedófilo e estaria banalizando a pedofilia para justificando a sua orientação sexual pedofílica ou, o que é pior, tornando justificável o abuso sexual de crianças? Dizer-se contra a pedofilia não é resposta. Mesmo pedófilos assumidos se dizem contra.

Curiosamente, o maior público do Felipe Neto e de seu irmão (donos do canal “Irmãos Neto”) é de crianças e de deficientes mentais. Há muitas crianças de 2 anos já assistindo aos dois. Esses youtubers gostam mesmo de crianças, no sentido etimológico da palavra pedofilia ou no sentido psiquiátrico, ou a verdade é que apenas exploram crianças para ganhar dinheiro?

Dizer-se contra a pedofilia, que é moda atualmente, não faz ninguém deixar de ser pedófilo. Assim, como existem gays enrustidos que se dizem contra a homossexualidade, mas fazem sexo com pessoas do mesmo sexo. Também há pedófilos enrustidos que se dizem contra a pedofilia (pedossexualidade), mas fazem sexo com crianças.

Se Felipe Neto, ou Luccas Neto, for pedófilo, deve buscar ajuda. Há grupos de ajuda para pedófilos (pedossexuais). Se a sociedade não aceita a orientação sexual pedofílica, se revoltar e praticar violência só vai piorar tudo.

Pode ser mentira que algum dos irmãos netos seja pedófilo, mas o interesse deles por crianças acaba fomentando a suspeita sobre sua orientação sexual. Pedófilos gostam de estar com crianças. O mundo infantil os encanta. Michael Jackson (Michael Joseph Jackson) também é visto como pedossexual, apesar de nunca ter admitido.

Além da pedofilia, há outras polêmicas sobre os irmãos neto. Felipe Neto diz que os pais têm que decidir o que a criança pode assistir ou não. Que é responsabilidade dos pais o que os filhos consomem. Isso é uma verdade, mas não é desculpa para Youtubers se aproveitarem de crianças. Felipe e Luccas são acusados de explorarem crianças, de manipularem crianças para ficarem presas às telas (de computadores, tablets e smartphones) e de induzi-las comprar seus produtos.

Felipe Neto queria que o MP (Ministério Público) proibisse o MC Doguinha de cantar, mas se diz perseguido quando alguém crítica-o por falar palavrão, incentivar o consumismo, a má alimentação e explorar crianças por dinheiro. Um menino, supostamente de 11 anos, não pode cantar. Mas, crianças de 2 anos podem ser exploradas comercialmente. Que contradição!

Olha FN, eu queria poder lhe admirar como alguém que não era elite brasileira e ficou milionário, mas a sua postura apenas mostra a pior face do capitalismo, que é explorar pessoas, não poupando nem as crianças. Tudo por lucro. Felipe Neto se comporta como um psicopata mercenário.

[1]”archive.today @felipeneto maninas” -http://archive.li/2NnFS

[2]”@felipeneto maninas” -https://twitter.com/search?f=tweets&q=%40felipeneto%20maninas&src=typd

Kelly Key, Baba Baby e Amor

Baba“, também conhecida como “Baba Baby“, música de Kelly Key (Kelly de Almeida Afonso Freitas) do seu álbum Kelly Key de 2001, seu primeiro álbum homônimo, lançado em 17 de agosto pela Warner Music Brasil. Kelly mostrou para Andinho, um parceiro de composição, uma canção composta por ela aos 13 anos de idade, intitulada “Baba”, a qual tratava de um professor que havia a desprezado quando criança e passou a se interessar por ela já adolescente, ou seja, quando a criança cresceu e se tornou uma bela mulher. Apesar de inicialmente não achar que a canção seria boa o suficiente para o seu trabalho musical, ela e Andinho trabalharam na faixa de música, incorporando novos versos e criando um desfecho para incluí-la no álbum. A música acabou sendo o maior sucesso da artista e fez parte da campanha do Governo Federal pelo incentivo ao uso da camisinha, em 2002.

‘O papel de conselheira é o mesmo que Kelly interpretou quando contratada pelo Ministério da Saúde para fazer campanha pelo uso da camisinha, no Carnaval passado. Apesar de doar o cachê – cerca de R$ 50 mil – a uma instituição, a escolha do governo gerou polêmica. Quem a criticou disse que ela não tinha bagagem pedagógica para falar sobre o certo e o errado à juventude. Também foi qualificada como fútil e mulher-objeto. “Não sou a pessoa correta para dar conselho, porque já recebi muitos e não segui nenhum”, explica-se. “Mas nunca tive problemas com drogas e sempre usei camisinha. Tenho o perfil certo para falar com a juventude, porque vivi muito nova a minha vida.”’ (istoegente)[5]

Faixas do álbum de 2001: “Baba“, “Escondido“, “Só Quero Ficar“, “Bolada“, “Anjo“, “Baba“, “Brincar de Amor“, “Tudo Com Você“, “Quem é Você?“, “Viajar no Groove“, “Cachorrinho“, “Escondido” (remix). Foram gravadas em 2000 e 2001.

História da música “Baba”:

A canção “Baba”, Baba Baby, foi escrita originalmente quando ela tinha 13 anos, como um desabafo pessoal. Kelly Key, aos 7 anos de idade, era apaixonada pelo seu professor de educação física, que não queria nada com ela por ser muito nova. Mas, quando ela chegou à puberdade, e cresceu, ele passou a se interessar por ela. A mulher atraente de 12-13 anos, de corpo exuberante, já não era mais aquela criança de 7 anos, sem desenvolvimento puberal.

Kelly Key, além de ter um corpo maravilhosamente moldado pela puberdade, aos 12 anos, a mulher ainda malhava numa academia. O seu professor, que não se interessara pela menina de 7 anos, passou a desejar a mulher de 12-13 anos, que magoada pelo desprezo de outrora, passou a provocar e desprezar o tal professor, como vingança. Aos 13 anos, ela escreve a música “Baba” e conhece o seu novo amor, o cantor Latino (nome artístico de Roberto de Souza Rocha) e começou a namorá-lo. Latino logo engatou um relacionamento com a jovem mulher com quem casou aos 16 anos e teve uma filha. Ficaram juntos 5 anos (1997-2002). 

“Da infância tímida em Jacarepaguá, zona oeste do Rio, Kelly de Almeida Afonso não era sombra do que é, hoje: cantora desinibida, mulher polêmica. Esse perfil começou a ser traçado aos 13 anos, quando ela investiu numa história de amor com um homem dez anos mais velho, casado e com filhos na bagagem. Latino, nome artístico de Roberto Souza Rocha, um cantor de funk do subúrbio carioca de Maria da Graça, foi por cinco anos um misto de amante, marido e empresário de Kelly” (istoegente)[5]

Kelly Key com o seu namorado Latino

Kelly Key, aos 13 anos de idade, começou a namorar Latino de 23.

Trechos da canção “Baba”:

“Você não acreditou
Você nem me olhou / Você sequer notou
Disse que eu era muito nova pra você
Mas agora que cresci você quer me namorar”
“Não vou acreditar nesse falso amor
Que só quer me iludir me enganar isso é caô
E pra nao dizer que eu sou ruim
Vou deixar você me olhar
Só olhar, só olhar, baba
Baby, baba”
“Olha o que perdeu
Baba, criança cresceu
Bem feito pra você, é, agora eu sou mais eu
Isso é pra você aprender a nunca mais me esnobar
Baba baby, baby, baba, baba
Baby, baba”[1]

Muitas garotas se irritam com o fato de não despertarem interesse relevante do sexo maculino quando ainda não entraram na puberdade, ou estão no início dela, e depois, com o corpo desenvolvido, passarem a se preterida por muitos homens. Elas ficam chateadas com a realidade, porque acreditam que um homem deveria ter interesse por ela antes dela ter o corpo desenvolvido para ser amor de verdade. Afinal, no conceito cristão de ágape, quem ama, ama além do corpo. Mulheres querem ser amadas independentemente do corpo que tenham.

Novinha feliz por emagrecer e ficar gata

A garota não precisou se esforçar muito. Porque os hormônios sexuais, devidos a puberdade, emagrecem e definem o corpo.

A puberdade feminina começa por volta dos 9 anos, é esperado que o erótico e o sexo ganhe importância em sua vida, que o corpo seja modelado e amadureça sexualmente. Logo, não se trata de sexualidade infantil, que por definição é impúbere, mas de sexualidade adulta, que é púbere. Nessa mudança corporal, muitas jovens mulheres se frustam ao ver como um corpo desenvolvido e bonito faz diferença na hora de arrumar um namorado, mas, por outro lado, também ficam envaidecidas diante do seu poder de sedução. O crush (gíria copiada dos EUA, que significa pessoa por quem se tem sentimento, desejo, paixão ou amor platônico), que antes a esnobava, pode começar a se deslumbrar e desejá-la.

[1]https://www.vagalume.com.br/kelly-key/baba.html

[2]https://pt.wikipedia.org/wiki/Kelly_Key_(álbum_de_2001)

[3] “Curiosidades de Kelly Key” -http://www.letras.com.br/curiosidades/kelly-key ou -https://archive.is/wGfo7

[4]http://livrocaiunarede.blogspot.com.br/2006/03/baba-kelly-key.html

[5] “Capa – Kelly Key – Segredos da vida privada”, Rodrigo Cardoso, ISTOÉ Gente -http://www.terra.com.br/istoegente/199/reportagens/capa_kelly_key_01.htm ou -https://archive.is/WoSdL

Mitos sobre Abuso Sexual Infantil

Mais um artigo que busca desconstruir alguns mitos. No artigo anterior foi tratado Mitos sobre Pedofilia. Neste artigo falaremos de mitos sobre abuso sexual infantil, ou seja,
de mitos sobre o abuso sexual de crianças. Biologicamente, criança é quem não atingiu a pubedade (em geral, pessoas com menos de 9 anos de idade). A OMS (Organização Mundial de Saúde) classifica como criança o indivíduo com menos de 10 anos de idade.

Mito 1: Mulheres não abusam sexualmente de crianças

Assim, como há homens abusadores de crianças, também há mulheres abusadoras de crianças, que abusam tanto de crianças do sexo masculino quanto do sexo feminino. Muitas meninas são abusadas por outras mulheres (lésbicas ou não). Segundo a psicoterapeuta, sexóloga e especialista em sexualidade humana pela FMUSP, Dra. Magda Gazzi:

“existem pesquisas que nos sugerem que 20 a 25% dos casos de ASC [Abuso Sexual em Crianças] são cometidos por mulheres. As crianças abaixo de 5 anos são as que mais correm riscos de serem abusadas por mulheres, segundo a pesquisa. Esses abusos geralmente não são detectados devido a pouca idade das crianças e também porque algumas atividades sexuais são conduzidas em torno de práticas de higiene comuns ao dia-a-dia das crianças. A realidade é que algumas mulheres abusam de seu poder sobre as crianças e da sua facilidade de cuidadora, e podem sim fazer isso de maneira sexual” (Dra. Magda Gazzi, FMUSP)

Mito 2: Pedofilia é abuso sexual infantil

Pedofilia não é abusar sexualmente de criança. Pedofilia é apenas uma forte orientação sexual por crianças (em geral, pessoas com menos de 9 anos de idade). Pedofilia não é uma prática sexual. Portanto, não faz sentido chamar o abuso sexual infantil de pedofilia.

Mito 3: Todo abusador de crianças é pedófilo

Nem todo pedófilo é abusador sexual de crianças e nem todo abusador sexual de crianças é pedófilo. A maioria dos abusadores sexuais de crianças não é pedófila. Estima-se que menos de 3% dos abusadores sexuais de crianças possam ter pedofilia.

Mito 4: As meninas correm mais risco de abuso sexual do que os meninos

Não dar para afirmar que meninas corram mais risco de serem abusadas sexualmente, porque também são comuns os abusos sexuais contra meninos, porém, esses abusos são muito mais menosprezados. Meninos têm muito mais dificuldade de relatar que foram vítimas de abuso sexual. Quando molestados por mulheres, suas queixas são menosprezadas; e quando molestados por homens, ficam com receio de serem considerados homossexuais (“viadinho”, “bichinha”, etc). E isso acaba se traduzindo em um número de denúncias muito menor por parte de meninos estuprados.

Mito 5: Apenas homossexuais abusam sexualmente de garotos
A maioria dos estupradores de meninos são heterossexuais. Isso mesmo, heterossexuais! Ninguém precisa ser gay para se envolver em atos homossexuais. Muitos heterossexuais, por falta do sexo oposto, transam com pessoas do mesmo sexo. É comum adolescentes heterossexuais se aproveitarem de crianças do mesmo sexo para sodomizá-las.

Mito 6: Só adultos abusam sexualmente de crianças

Adolescentes são os maiores molestadores sexuais de crianças. Se não for em números absolutos, os são, com certeza, em números relativos. É muito comum adolescentes abusarem sexualmente de crianças. Também não é raro que crianças violentem sexualmente outras crianças.

Mito 7: Crianças são assexuadas e puras

Segundo a tradição cristã, a criança nasce em pecado. Segundo a ciência, nota-se que crianças já nascem egoístas. Crianças também abusam de outras crianças, ou mesmo dos mais velhos.
A afirmação “O homem é bom por natureza. É a sociedade que o corrompe.” do “Do Contrato Social”, principal obra de Rousseau, não condiz com a realidade. Egoísmo, orgulho, vaidades, etc. são vícios internos do ser humano, que fazem das atitudes humanas más. Crianças não são assexuadas e nem puras de pensamentos.

Felipe Heiderich Gay e Pedófilo?

Pastora Bianca Toledo se separa e acusa marido, Pastor Felipe Heiderich (Felipe Garcia Heiderich), de ser gay e pedófilo. O casal tinha fundado o ministério AME (Associação Mundial de Evangelização e Ensino). Eles também fazem parte faz parte do conselho de líderes internacionais da KGM (Kingdom Global Ministry), entidade norte-americana fundada por Larry Tituscom sede em Dallas, Texas, EUA. Bianca Toledo e Felipe Heiderich se casaram em 2013.

Bianca Toledo, Felipe Garcia Heiderich e o menino filho dela

Casal Bianca Toledo e Felipe Heiderich, e o menino filho da pastora.

Bianca acusou o companheiro de abusar sexualmente do enteado de 5 anos, filho de um relacionamento anterior dela. Segundo a denúncia, os abusos sexuais aconteciam durante o banho da criança. A pastora divulgou um vídeo dizendo que estava se separando de Felipe após descobrir que ele era homossexual e encontrava-se “acautelado por crime de pedofilia“.

Felipe nega todas as acusações. Segundo seu advogado, Leandro Meuser, o pastor está sendo vítima de injustiça: “Na qualidade de Advogado de Felipe G. Heiderich venho a público informar que as acusações formuladas contra Felipe são inteiramente falsas… iremos provar a inocência de Felipe nos autos do inquérito policial, confiando no trabalho da Policia e da Justiça! Orem por Felipe para que ele tenha forças para superar essa grave injustiça, e peçam a Deus que ele faça apenas JUSTIÇA, nada mais!”

A mídia como sempre erra ao falar que alguém é preso por pedofilia. Ninguém é preso por pedofilia, porque pedofilia não é crime. Felipe Heiderich foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável por ter feito sexo com uma criança de 5 anos de idade. No Antigo Testamento da Bíblia, não há condenação por alguém fazer sexo com uma criança, mas há pena de morte para quem prática atos homossexuais (sodomia).

A Bíblia cita dois papeis num relacionamento homossexual, o sodomita e o efeminado (ou afeminado).O sodomita é o indivíduo que faz o papel do homem, chamado de homossexual ativo. O sodomita pratica a penetração (sodomização) e têm o seu pênis estimulado pelo outro homem (chupado, masturbado, etc). Já o efeminado é o que faz o papel da mulher, chamado de homossexual passivo. O efeminado é penetrado, têm a sua região anal estimulada e estimula o pênis do outro homem (chupando, masturbando, etc).

Se o pastor Felipe tiver se comportado apenas como efeminado, sem penetrar ou estimular a região anal da criança, provavelmente não afetará a sexualidade do menino, ou seja, a criança continuará heterossexual. Mas, se o pastor tiver se comportado como sodomita, sodomizando, penetrando, estimulando a região anal do menino ou pedindo para a criança chupar o seu pênis, provavelmente afetará a sexualidade da criança e ela poderá se assumir homossexual ou bissexual. Sodomitas produzem efeminados.

Não é porque uma pessoa faz sexo com criança que essa pessoa seja pedófila. Pedofilia é apenas a forte atração sexual por quem não atingiu a puberdade. Pedofilia não a prática sexual com crianças. Há vários motivos para alguém fazer sexo com uma criança, além da pedofilia. Felipe pode ser um efeminado que buscou na criança, por ser menino, uma satisfação sexual, como buscaria com qualquer homem.

Felipe Garcia Heiderich

Felipe Heiderich defendendo a pureza: “Pureza é coisa de homem”

 

MC Melody

Gabriela Abreu, a MC Melody, gerou polêmica em abril de 2015, nas redes sociais, ao se apresentar dançando Funk aos 7 anos de idade (ela nasceu em 10/12/2007). Filha de Thiago Abreu, o MC Belinho, Melody dança Funk desde pequena, fã de Anitta, a menina sonha em ser artista do Funk.

Gabriela Abreu

MC Melody (nome artístico de Gabriela Abreu), funkeira mirim de 7 anos.

MC Melody, a cantora mirim de 7 anos de idade que reacendeu a discussão sobre erotização infantil. Ora milhões de meninas dançaram o “Segure o Tchan” dos grupos “É o Than” e Gera-Samba, quando eram um só, “Na Boquinha da Garafa” da Companhia do Pagode e tantas outras músicas, como os funks com danças bastante sensuais. É uma hipocrisia querer prejudicar a carreira de uma garota que consegue ganhar dinheiro fazendo o que gosta, cantar e dançar funk, enquanto milhões de meninas dançam todo tipo de música sensual de graça, sem ganhar nada. Apenas como expectadoras. Qual dança não tem a sua sensualidade?

Infelizmente, os moralistas e conservadores, sejam de esquerda e direita, ditos defendores da família e feministas, chegaram ao ponto de querer a prisão do pai da Melody, apenas por ele tentar realizar o grande sonho da menina de sete anos de ser artista do Funk. Lamentável ver a bancada evangélica, que tanto se diz defensora da família, não respeitar a família do MC Belinho.

Se é imoral dançar funk, é infinitamente mais imoral prender os pais de uma menina de apenas sete anos de idade, com quem ela se relacionada muito bem. Prender os pais dela é violentá-la psicologicamente e emocionamente. Violência essa que tornou-se notável no seu semblante após a intervenção descabida dos ministérios públicos estadual de São Paulo e federal.

Uma tática dos moralistas é acusar o pai da menina de estar praticando exploração infantil. Que exploração? Como afirmado, ela canta e dança por gostar e sonhar de ser artista do funk. O pai não a força a nada. Quem ver os vídeos dela antes da perseguição estatal e midiática, percebe que a menina era só alegria. Alegria essa que foi abalada pela intervenção estatal e a ameaça de perda de guarda e de prisão do pai.

Uma criança, ou mesmo um adolescente, não pode ser artista do funk que já vem gente falando de exploração, mas ninguém toca na exploração estatal, que obriga todo mundo a estudar pelo menos 12 anos (Ensinos Fundamental e Médio), frequentando o ensino regular que mais enrola do que ensina, sem contar que a educação estatal é horrorosa. E pagar impostos não deixa de ser um estupro financeiro, que explora o trabalhador, quem produz, para manter a estrutura estatal, que vai ser usada para controlar esse mesmo trabalhador.

Sem dúvida, é melhor mesmo cantar funk ou desenvolver uma atividade que dê dinheiro e investir o que ganhar. Isso sim garante o futuro! O Estado está muito mais comprometido em dar vida boa para a sua elite (governantes, parlamentares, juízes, promotores e outros altos funcionários estatais), do que realmente se comprometer com o cidadão comum, com o pobre, que fica destinado a ensino público ruim, hospitais públicos lotados e a toda a burocracia que tortura qualquer um. Precisar acessar o serviço público para alguma coisa é uma lástima.

Não que estudar não seja importante, é importantíssimo e os funkeiros aproveitam a grana que ganham para frequentar escolas de melhor qualidade e não ficarem a mercer da péssima qualidade do ensino público.

Proibir menores de idade de cantar é matar sonhos, dizimar oportunidades únicas e abortar uma vida mais digna e confortável.

MC Melody e Anitta

MC Melody (Gabriela Abreu) e Anitta (Larissa de Macedo Machado), cantora, compositora, atriz e dançarina brasileira de música pop e funk melody.

Enquanto não falta ódio para destruir a felicidade de uma menina, que sonha em ser estrela do funk, poucos se importam com meninos de dois anos vestindo roupas de meninas, com a desculpa de desconstrução do gênero e em nome de uma igualidade que não existe. Crianças não são iguais. Não existe gênero neutro. Há meninos e meninas com as suas diferenças biológicas.

“MC Melody e os fiscais da vida alheia”

Mônica, ONU e Violência Contra Homens

A ONU escolheu a Mônica, do desenhista Maurício de Souza, para ser exemplo de empoderamento feminino. Isso mesmo empoderamento feminino. Que empoderamento é esse baseado na violência? É sabido que, em suas histórias, a Mõnica sempre reage com violência física quando se sente contrariada pelos meninos. É esse tipo de “empoderamento” que a ONU defende?

A ONU defende que meninas batam nos meninos

No dia 8 de março de 2016, com o Projeto Donas da Rua, a Mauricio de Sousa Produções (MSP) se tornou signatária dos Princípios de Empoderamento das Mulheres da ONU Mulheres.

A Mônica mete “o cacete”, agride os meninos de forma violenta, quando se sente contrariada. Como uma ONG, que faz campanha contra a violência contra mulheres, pode usar justamente uma personagem que pratica violência contra homens como exemplo de empoderamento feminino? A ONU luta contra a violência ou apenas contra a violência contra mulheres? E mais a ONU apoia a violência contra homens e ver essa violência como empoderamento feminino?

Violência física pura e virou exemplo de empoderamento feminismo da ONU Mulheres. Imaginem se fosse o contrário. As revistas seriam no mínimo banidas e mostradas como exemplo de sociedade patriarcal e machista.

História da Mônica:

Era o ano de 1963 quando a primeira personagem feminina criada pelo desenhista Mauricio de Sousa (nascido em 27 de outubro de 1935) apareceu em várias tirinhas. Inspirada em sua filha, Mônica Sousa, na época com três anos de idade, a personagem estreou em uma tirinha do Cebolinha, publicada no jornal Folha da Manhã (atual Folha de São Paulo). Logo, em sua estreia nos quadrinhos, a personagem Mônica pratica violência física contra o Cebolinha.

Mônica bate no Cebolinha

Na estreia de sua personagem, Mônica agride fisicamente o Cebolinha. É lamentável que a ONU Mulheres divulgue um quadrinho de violência física contra meninos e ainda apoie isso como empoderamento feminino: “Ela estreou na tirinha do Cebolinha e mostrou de cara a força das meninas”.

Mauricio de Sousa nunca teve problemas com a justiça por incentivar a prática de violência física contra meninos e as revistas da Turma da Mônica sempre foram normalmente vendidas. Por que a ONU não se importa com meninos? Por que a ONU ainda usa uma personagem que violenta meninos como exemplo de força feminina ou empoderamento feminino? A ONU está infectada por feministas misândricas?

Imaginem se fosse o contrário. Se o Cebolinha, ou o Cascão, batesse na Mônica, na Magali e noutras personagens femininas toda vez que se sentisse contrariado por elas? A ONU usaria como exemplo de força masculina ou empoderamento masculino? Claro que não. A ONU iria condenar a violência e pedir a proibição da venda das revistas. Feministas iriam usar o caso como exemplo de machismo e do patriarcalismo na sociedade.

Uma revista, onde regularmente  o Cebolinha, ou o Cascão, agredisse fisicamente Mônica, Magali e outras personagens do sexo feminino, teria o repúdio da ONU Mulheres e o enredo seria tratado como apologia e incitação à violência contra mulheres. Mas, como a violência é contra homens, ninguém liga. E a ONU ainda vê nisso exemplo de empoderamento feminino e força feminina.

E não é só a ONU Mulheres que pisou na bola ao escolher a Mônica como representante das meninas e exemplo de empoderamento feminino para as crianças. A personagem Mônica é embaixadora da Unicef (Fundo das Nações Unidas pela Infância) desde 2007. Isso mesmo. Desde 2007, Mônica é embaixadora do Unicef. Inacreditável, né?

Mônica espancando o Cebolinha

Mônica agredindo física e violentamente o Cebolinha (quadrinho mais recente).

É lamentável que a ONU, pela importância que tem no mundo, escolha uma personagem agressiva, violenta, descontrolada, que bate nos meninos por qualquer coisa. A mesma ONU que apoia a Lei Menino Bernardo, que proíbe até palmadas dos pais nos filhos, escolhe a personagem violenta para ser embaixadora da Unicef e exemplo de empoderamento feminino para meninas. Dá para entender?

A ONU Mulheres se diz fundamentada na visão de igualdade consagrada na Carta das Nações Unidas, a instituição trabalha pela eliminação da discriminação contra mulheres e meninas e a favor da igualdade de gêneros no que diz respeito ao desenvolvimento, direitos humanos, ação humanitária, paz e segurança. Cadê a igualdade, paz e segurança onde meninas são incentivas a serem violentas com os meninos?