Pedofilia deixa de ser considerada doença

A pedofilia (ou pedossexualidade), também chamada pedofilia erótica e pedossexualidade erótica, deixou de ser considerada doença pela OMS (Organização Mundial da Saúde), como revela a sua nova revisão da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, o CID-11. Também deixaram a listagem de patologias o Fetichismo, o Travestismo Fetichista e o Sadomasoquismo – consideradas como desordens de preferência sexual – , e Transexualismo e Travestismo Bivalente – tratadas como transtornos da identidade sexual. O pedófilo, o fetichista, o sadomasoquista, o transexual e o travesti não são mais considerados doentes. [1][2]

A Pedofilia é uma forte orientação sexual por crianças (indivíduos impúberes, ou seja, quem não atingiu a puberdade, em geral, menores de 9 anos de idade). Para caracterizar a condição de pessoa pedófila, deve-se verificar que o interesse sexual por crianças (entes pré-púberes) é maior ou igual ao interesse sexual por indivíduos sexualmente maduros (entes púberes/pós-púberes).

A pedofilia foi considerada doença mental (um transtorno de preferência sexual) no CID-10, mas deixou a lista de patologias mentais no CID-11, que patologiza, na secção desordens parafílicas (paraphilic disorders), apenas o Transtorno Pedofílico (Pedophilic Disorder, também traduzido como Distúrbio Pedofílico ou Desordem Pedofílica), que abrange os pedófilos com grande dificuldade de se controlar ou que sofrem muito por sua condição sexual, como está na descrição:

O transtorno pedofílico é caracterizado por um padrão sustentado, focalizado e intenso de excitação sexual – manifestado por pensamentos sexuais persistentes, fantasias, impulsos ou comportamentos orientadas para pessoas pré-púberes. Além disso, para que o transtorno pedofílico possa ser diagnosticado, o indivíduo deve ter agido com base nesses pensamentos, fantasias ou impulsos ou ser acentuadamente angustiado por eles.[1]

Essa definição não é nenhuma novidade na psiquiatria, porque já estava no DSM-5 (Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders, Fifth Edition), Quinta Edição do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais da Associação Americana de Psiquiatria (APAAmerican Psychiatric Association)[2]. Como explica a revista Psychology Today:

Para a condição a ser diagnosticada, um indivíduo deve agir sobre seus impulsos sexuais ou sentir angústia significativa como resultado de seus desejos ou fantasias. Sem esses dois critérios, uma pessoa pode ter orientação sexual pedofílica, mas não transtorno pedofílico. (For the condition to be diagnosed, an individual must either act on their sexual urges or experience significant distress as a result of their urges or fantasies. Without these two criteria, a person may have a pedophilic sexual orientation but not pedophilic disorder).[3]

Por tanto, Pedofilia não é sinônimo de Transtorno Pedofílico e é reconhecida como uma orientação sexual normal pela OMS e pela APA, como nas referências citadas. Pedofilia não é mais doença. Apenas está nas listas do CID-11 e do DSM-5, o Transtorno Pedofílico. Assim como aconteceu com o homossexualismo, que consta no CID-9, e não no CID-10, onde foi colocada a homossexualidade egodistônica para os casos de homossexuais que sofrem com sua condição, deixando a homossexualidade em si de ser patológica, doentia, anormal.

No CID-10, casos de transtornos psicológicos ou de comportamento que levavam a pedossexualidade, homossexualidade e transexualidade poderiam ser enquadrados, respectivamente como pedossexualidade egodistônica, homossexualidade egodistônica e transexualidade egodistônica (a classificação também incluía identidade de gênero) na Orientação sexual egodistônica. O DSM-5 manteve a transexualidade como “Disforia de Gênero” e excluiu a sexualidade egodistônica (como consequência, também a transexualidade egodistônica).[2][7]

Será normal a intensa atração sexual por quem é inerentemente estéril?
É sabido que a puberdade é a grande responsável pela sexualidade adulta e pela atração sexual adulta, visando a reprodução da espécie. Por isso, a infância (fase que vai só até o início da puberdade, por volta dos 9 anos de idade) é sexualmente desinteressante, como regra. Sendo assim, não faz muito sentido a atração erótica por pessoas do mesmo sexo (homossexualidade) já que a relação também é estéril. Assim, ambos, pedossexualidade e homossexualidade, foram consideradas parafilias eróticas, pedofilia e homossexualismo, respectivamente, e patologizadas.[8].

E outra. Um sujeito se considerar do sexo oposto ao do seu corpo também seria normal? É normal uma pessoa se considerar sendo do sexo oposto ao do seu corpo? A incongruência mente-corpo, (no caso, incongruência de gênero) não seria exatamente o que caracterizaria a transexualidade (transexualismo) e travestilidade (travestismo) como mazelas (doenças)? Ciência à parte, o CID e o DSM sofrem influências de lobbys e essas influências determinam os paradigmas para considerar algo como doença (patologia).

Vê-se muita preocupação por parte de ativistas LGBTs em fazer a sua condição sexual ser despatologizada, como uma forma de combater preconceitos e estigmas. Mas, ninguém combate a estigmatização de doentes. Todo mundo está suscetível a ficar doente e o estado patológico não deveria ser desculpa para haver discriminações e hostilizações.

Apesar das reflexões, o blog não endossa qualquer preconceito contra minorias sexuais, pedossexuais (pedofobia), homossexuais (homofobia), transexuais (transfobia) .

Referências:

[1] O CID-11 (ICD-11) contém o “Transtorno Pedofílico” como sub-classe (6D32 Pedophilic disorder)  da classe “Transtornos Parafílicos” (Paraphilic disorders), no Capítulo dos “Transtornos mentais, comportamentais ou do neurodesenvolvimento” (06 Mental, behavioural or neurodevelopmental disorders). “Desordem Pedofílica”, “6D32 Pedophilic disorder”, CID-11 (ICD-11), OMS (WHO) -https://icd.who.int/browse11/l-m/en#/http://id.who.int/icd/entity/517058174

[2] MANUAL DIAGNÓSTICO E ESTATÍSTICO DE TRANSTORNOS MENTAIS 5ª EDIÇÃO DSM-5 -https://aempreendedora.com.br/wp-content/uploads/2017/04/Manual-Diagnóstico-e-Estatístico-de-Transtornos-Mentais-DSM-5.pdf

[3] “Pedophilia”, Psychology Today -https://www.psychologytoday.com/us/conditions/pedophilia

[4] Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde 10ª Revisão (CID-10) – Versão WHO para 2016. [International Statistical Classification of Diseases and Related Health Problems 10th Revision (ICD-10)-WHO Version for 2016] – “Chapter V Mental and behavioural disorders (F00-F99)” -http://apps.who.int/classifications/icd10/browse/2016/en#/F60-F69

[5] O CID-10 (ICD-10) contém o “Fetichismo” como sub-classe (F65.0), o “Travestismo Fetichista” como sub-classe (F65.1), a “Pedofilia” (Pedossexualidade) como sub-classe (F65.4) e o “Sadomasoquismo” como sub-classe (F65.5) da classe “Transtornos da Preferência Sexual” (F65), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[6] O CID-10 (ICD-10) coloca a “Transexualismo” (Transexualidade) como sub-grupo (F64.0) e o “Travestismo bivalente” (Travestilidade) como sub-grupo (F64.1) do grupo “Transtornos da Identidade Sexual” (F64), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[7] O CID-10 (ICD-10) abarca o “Orientação Sexual Egodistônica” como sub-gênero (F66.1) do gênero “Transtornos psicológicos e comportamentais associados ao desenvolvimento sexual e à sua orientação” (F66), no Capítulo dos “Transtornos Mentais e Comportamentais” (Capítulo V).

[8] O CID-9 (ICD-9) inclui o “Homossexualismo” (Homossexualidade) como sub-categoria (302.0) e a “Pedofilia” (Pedossexualidade) como sub-categoria (302.2), da categoria “Desvios e Transtornos Sexuais” (302), no Capítulo dos “Transtornos Mentais” (Capítulo V).

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Mitos sobre Pedofilia

O termo pedofilia é muito banalizado pela mídia, a qual promove a desinformação e a ignorância sobre a parafilia pedofilia. Este artigo busca desconstruir alguns mitos. São eles:

Mito 1: Pedofilia é crime.

Pedofilia não é crime. Pedofilia não pode ser criminalizada, porque não é uma prática sexual, mas uma orientação sexual. O pedófilo tem sua sexualidade orientada para quem não atingiu a puberdade (em geral, menores de 9 anos).
Como a mídia banaliza o uso da palavra pedofilia, muita gente acha equivocadamente que pedofilia seja crime, exploração sexual, prostituição, estupro de vulnerável, incesto, relacionamento entre pessoas com grandes diferenças de idade (nesse caso a midia promove o preconceito etário), etc.

Mito 2: Todo abusador de crianças é pedófilo.

A maioria dos abusadores de crianças não é pedófila. Estima-se que menos de 20% dos abusadores de crianças possa ter pedofilia.

Mito 3: Todo pedófilo é abusador de crianças.

Ser pedófilo não significa ser abusador de crianças. Muitos pedófilos não fazem sexo com crianças, não abusam sexualmente de crianças e nem cometem crimes sexuais.

Mito 4: O Funk promove a pedofilia com as novinhas

Novinhas não são mulheres com menos de 9 anos, por tanto, não são crianças. Repito: novinhas não são crianças. E pedofilia não é algo que possa ser estimulado. Ninguém vira pedófilo por ver uma criança nua.
Por causa da desinformação da mídia, vemos músicas como:

“Se eu não como, outro come; se eu como, é pedofilia, ai caralho o que que eu faço com as novinha”. (Mc Fhael)

Provavelmente o Mc Fhael não está se referindo a mulheres menores de 9 anos de idade. Logo, a sua música nada tem a ver com pedofilia, mas como a mídia banaliza a palavra pedofilia, o jovem acha que é pedofilia e canta umas músicas dessas.

Mito 5: Pedófilos sentem prazer em torturar crianças
Sentir prazer em torturar alguém é sadismo, não pedofilia. O pedófilo sente atração sexual e afetiva por crianças. O prazer não é só do ato sexual, mas da convivência com a criança.

Mito 6: Adolescente não pode ser pedófilo.

Adolescentes podem ser pedófilos sim. Apesar de se evitar de rotular adolescentes de pedófilos para evitar que sejam estigmatizados, muitos pedófilos se perceberam como pedófilos por volta dos 11-12 anos, quando notaram que o seu desejo sexual era diferente da maioria dos jovens de sua idade.

Mito 7: Pedofilia é atração sexual por menores.

Pedofilia é a atração sexual por impúberes, por pessoas que não atingiram a puberdade, em geral, menores de 9 anos de idade. Por tanto, não é atração sexual por adolescentes. Como a puberdade é a grande responsável pela atração sexual, atração sexual por adolescentes é normal e toda pessoa saudável sente.

Mito 8: Pedofilia é fazer sexo com crianças.

Pedofilia é apenas sentir forte atração sexual por menores de 9 anos (em geral, pessoas com menos de 9 anos de idade). Pedofilia não é pratica sexual. Por tanto, pedofilia não é fazer sexo com crianças. Muito menos fazer sexo com adolescentes ou sexo com menores.

Mito 9: Pedofilia é abuso sexual, violência sexual ou estupro de vulnerável.

Pedofilia não é pratica sexual. Logo, não faz sentido falar de abuso sexual, estupro de vulnerável ou violência sexual.

Mito 10: Pedofilia é prostituição de menores

Pedofilia não é pratica sexual. Logo, não faz sentido falar em prostituição de menores. E prostituição infantil (prostituição de criança) não é prostituição adolescente.

Mito 11: Pedofilia é pornografia infantil (pornografia de crianças).

Pedofilia não é ato sexual. Logo, não faz sentido falar de pornografia infantil (pornografia de crianças, pornografia de menores de 9 anos). E pornografia adolescente (Adolescent Pornography) não é pornografia infantil (CP, Child Pornography).

Mito 12: O celibato dos padres os leva à pedofilia.

Não há nenhuma evidência que indique que alguém que não faça sexo possa se tornar pedófilo.

Mito 13: Mulheres adultas vestidas com roupas de crianças é uma alternativa para pedófilos.
Pedofilia não é ter fetiche por mulheres adultas vestidas como crianças. O interesse do pedófilo é pela condição impúbere, de não ter entrado na puberdade, da criança. Mulheres adultas já entraram na puberdade e uma mera vestimenta não muda essa realidade. Roupas infantis não tiram a puberdade das mulheres.

Mito 14: Lolita é sobre pedofilia.
Ao contrário do que algumas pessoas dizem por ignorância ou má fé, Lolita, romance de Vladimir Nabokov, não é sobre pedofilia. Porque o protagonista Humbert Humbert era obcecado por Lolita, Dolores Haze, uma jovem mulher adolescente de 12 anos de idade, não por crianças. A faixa etária de interesse do personsagem era entre 9 e 14 anos, ou seja, meninas já na puberdade e pedofilia é antes da puberdade.

 

Efebofilia

Efebofilia

Efebofilia (efebo + filia) num sentido mais restrito, é o desejo sexual primário de uma pessoa por púberes (mulheres de 9 até 12 anos e/ou rapazes de 10 até 14 anos, aproximadamente), ou seja, é o caso de um indivíduo que praticamente só se interessa por pessoas das idades citadas. Não é um ato sexual, mas sim um forte desejo sexual ou atração sexual primária. Não é parafilia ou doença, apesar de usar termo filia.

Um adulto que deseja sexual uma mulher de doze anos quanto aproximadamente uma de dezoito anos. Não é caso de efebofilia. Isso é “o comum” e “o esperado”. Porque é na puberdade o que o mecanismo do desejar e ser desejado sexualmente é plenamente ativado.

E nada disso tem a ver com a pedofilia, que é desejo sexual primário de um adolescente ou adulto por crianças pré-púberes (garotas antes dos 9 anos e garotos antes dos 11 anos, aproximadamente). Espera-se que o desejo sexual desabroche na puberdade. Por isso, a pedofilia é considerada uma parafilia.

Infelizmente, a mídia não costuma respeitar os verdadeiros conceitos dessas palavras, que foram definidos tecnicamente, mas que andam sendo corrompidos para infantilizar a adolescência e atacar o cristianismo.

Todos os homens tem efebofilia? Todos os são efebófilos?
Efebofilia é erradamente associada a atração por adolescentes ou menores de idade, mas o efebófilo é quem apenas sente atração por púberes no início da adolescência, chamado de Lolitismo (não confundir com Lolismo), Síndrome de Lolita, como no caso da livro Lolita, onde o personagem tem interesse sexual primário por adolescentes de 9 a 14 anos.

Efebofilia doença?
Não, porque a puberdade grande é responsável pela atração sexual.

Pedofilia

Pedofilia

A pedofilia (pedo + filia), também chamada de paedophilia erotica ou pedosexualidade, é a atração sexual primária por crianças, pessoas pré-púberes (quem ainda não atingiu à puberdade), em geral garotas com menos de nove anos e garotos com menos de dez anos. Comumente, um pedófilo pode ser adolescente ou adulto. Ou seja, quem já atingiu a puberdade (do latim pubertas; de puber – adulto com capacidade de procriar) já que a puberdade é grande responsável pelo erotismo.

Portanto, pedofilia não é abuso sexual infantil, violência sexual, molestação de menores, estupro de criança, prostituição infantil, pornografia infantil, sadismo, pederastia, efebofilia, hebefilia, relacionamento adolescente-adulto, relação inter-geracional, sexo com crianças, corrupção de menor, aliciamento de menores, crime sexual, assédio sexual, exploração sexual, estupro de vulnerável etc.

A mídia sensacionalista banaliza o uso da palavra pedofilia, que não é nem comportamento sexual e nem se refere a adolescentes, porque adolescentes já atingiram ou passaram pela puberdade, que começa aos 9 anos. O primeiro sinal visível da puberdade costuma ser o broto mamário, nas meninas, e o aumento dos testículos nos meninos. A menarca (primeira menstruação) vem depois de 2,5 a 5 anos do início da puberdade e ainda pode ser adiada artificialmente .

Infelizmente, a mídia trata o pedófilo como sinônimo de abusador sexual de crianças. Mas, pedofilia não é abuso sexual. Pedofilia é apenas uma forte orientação sexual por impúberes (quem não atingiu a puberdade, em geral, menores de 9 anos de idade). Em pessoas “normais”, a puberdade é a grande motivação para o sexo, mas com o pedófilo ocorre o contrário. A falta da puberdade é que torna a pessoa sexualmente atraente. O pedófilo diante da impossibilidade de realizar o seu desejo, sofre, e pode, em alguns casos, tomar atitudes violentas e ser até um abusador sexual. Mas, a maioria dos abusadores sexuais de crianças não é pedófila. O abusador pode abusar de uma criança por vários motivos: por ter raiva da criança, por vingança, por achar que a criança é obrigada a lhe satisfazer sexualmente etc. A pessoa não precisa ser pedófila, ou ter um desejo sexual particular pela criança, para abusar dela.

E no caso dos padres, provavelmente as maiores motivações são o celibado e a homossexualidade, não a pedofilia. Homens héteros podem ter práticas homossexuais se estiverem em abstinência de sexo hétero, por exemplo. Também, há pouco tempo atrás, homens recebiam muita pressão para casar com mulheres, o que não é a praia dos homossexuais que viram na Igreja uma forma de fugir da pressão social para o casamento. E os coroinhas, muitas vezes adolescentes liberando seus feromônios, acabam sendo uma tentação para os padres homossexuais. Não é todo mundo que consegue ser celibatário. O maior instinto que existe é o reprodutivo, ou seja, o sexual. O instinto reprodutivo é mais forte até que o instinto de sobrevivência.

Pedofilia não é o nome de uma pratica sexual, ou de um comportamento sexual, nem muito menos de abuso sexual infantil. Por isso, pedofilia não é crime. Não existem crimes de pedofilia. A pedofilia não é ato, ação, prática ou comportamento para poder ser criminalizada. Sentimento, desejo, atração e afeição não são criminalizáveis.

Nepiofilia ou infantofilia é a atração sexual e afetiva por infantes, crianças até 3 anos.

Por que só há pedofilia antes da puberdade?

Porque é na puberdade que ocorre todas as mudanças necessárias para habilitar a espécie humana para a reprodução. A puberdade é a responsável pelo desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários:

Nos homens: massa muscular, ombros largos, pelos no corpo e no rosto, mandíbulas grandes, voz grave, Proeminência Laríngea (popularmente conhecida como Pomo-de-Adão, Maçã-de-Adão), acne, etc.

Nas mulheres: telarca (o crescimento dos seios), pubarca (desenvolvimento de pelos pubianos e axilares), alargamento da bacia, menstruação, acne, acúmulo de tecido adiposo, etc.

Para se ter um ideia, até o cheiro da pessoa muda. A pessoa que entra na puberdade passar efetivamente a desejar e ser desejado sexualmente, como reflexo do conjunto de mudanças inerente ao processo de puberdade. Antes da puberdade, espera-se não haver um interesse sexual relevante, como mostrado no gráfico abaixo (veja que antes dos 9 anos de idade o poder de atração sexual feminino cai a praticamente zero).

Poder de atração sexual da mulher e idade

Gráfico mostra o poder de atração sexual da mulher com a idade.
A mulher entra na puberdade, por volta dos 9 anos de idade. Com o desenvolvimento puberal, o seu poder de atração sexual dispara. Esse poder de atração sexual alcança o seu pico e logo começa a diminuir com o tempo.

Casos de pedófilos:

“A primeira vez que ele notou que sentia atração por crianças ele tinha 11 anos. Ele ficou a fim de um garoto do jardim da infância e seu desejo era alimentado por breves espiadas dele nos corredores. Quando chegou aos 16 anos, seu interesse sexual por crianças tomou mais forma. Ele se sentia atraído, principalmente, por meninos entre três e sete anos e meninas com idades entre 5 e 8 anos de idade.”[1]

“Comecei a me masturbar frequentemente como um mecanismo de fuga. Fantasiava pensando em um garoto de 6 anos que morava na rua atrás da minha. Não estou certo por que minhas fantasias eram ligadas a ele, mas acredito que era por ser a pessoa menos ameaçadora que eu conhecia. Apesar de eu ter 12 anos, não tinha a menor noção de que havia qualquer coisa errada em me sentir atraído sexualmente por um menino. A masturbação fazia bem, era tudo que importava”.[2]

“Tive o primeiro gosto desconfortável de minha sexualidade aos 12 anos quando um grupo de meus colegas da sexta série e eu estávamos falando sobre as meninas da nossa classe que achamos atraentes. Os outros rapazes ressaltaram quão linda era a garota mais desenvolvida da aula e eu clamava porque a menina que eu gostava era a menina menos desenvolvida. Mas meu verdadeiro despertar sexual foi cerca de um ano depois, quando vi uma vizinha de sete anos de idade no lugar dos meus avós e percebi que minha preferência era para meninas significativamente mais jovens do que eu imaginava pela primeira vez.”[3]

O normal para os jovens dos exemplos anteriores seria sentir atração sexual por adolescentes/adultos, ou seja, atração sexual por púberes/pós-púberes. Como comumente acontece por ai, onde adolescentes se masturbam ao verem revistas pornográficas ou quando pensam em alguma “gostosa” do colégio ou nas bailarinas do Faustão, etc.

A palavra “pedofilia”, vem do grego “παιδοφιλια” (paidophilia) formado por παις (pais, “criança”) e φιλια (philia, “amizade”, “afinidade”, “amor”, “afeição”, “atração”). Como enofilia (apreciação por vinhos) e cinefilia (amor pelo cinema), pedofilia é “amor pelas crianças”. No entanto, ela foi cunhada no século XIX, e introduzida no vocabulário médico pelo psiquiatra vienês Richard von Krafft-Ebing por meio de sua obra “Psychopathia Sexualis“, publicada em 1886, com o conceito de atração sexual primária para indivíduos impúberes ou com puberdade precoce[6].

Não confundir com o termo “pederastia” (do grego clássico παιδεραστής, composto de παῖς (“criança”) e ἐράω (“amar”), que apesar do sentido parecido, costuma ser usado para designar o relacionamento erótico entre um homem mais velho e outro mais jovem ou criança; além ser utilizado para qualquer relacionamento homossexual masculino. No Brasil, há o crime militar de pederastia no artigo 235 do Código Penal Militar (Decreto-Lei nº 1001/69), para penalizar atos sexuais praticados dentro das Forças Armadas, homossexuais ou não.

O Dr. Paulo Ghiraldelli Jr., (professor universitário, filósofo e escritor, doutor e mestre em filosofia pela Universidade de São Paulo), gerou polêmica ao resgatar a etimologia da palavra pedofilia em seu texto associado a Jesus Cristo, Pedofilia saudável e recomendável. Jesus era pedófilo [4], onde ele afirma:

A palavra pedofilia é uma daquelas que torna muita gente não pensante. Não deveria. As pessoas deveriam pensar justamente quando incomodadas. Mas essa regra não vale. Ao menos não vale com certas palavras, uma delas é essa mesmo: PEDOFILIA. A palavra é grega e indica quem gosta de criança. Philia indica filiação, amor de amigo ou sócio ou parceiro. Eu me filio a tal clube ou partido, eu venho de tal filiação paterna, sou filiado a tais e tais ideias etc. Não é amor eros ou agape, ou seja, não se trata de relacionamento erótico ou de amor cristão pelo semelhante. Assim, o pedófilo é um amigo da criança, um cuidador, como o pedagogo, embora não seja escravo e nem deva levar criança para a escola, como este fazia. Jesus era evidentemente pedófilo nos termos do mundo antigo. Ele tornou isso claro: “vinde a mim as criancinhas”, disse ele. Jesus gostava de criança. [4]

No sentido original da palavra, pedofilia seria ter amizade, ter afinidade, amar, gostar, ter afeto, ter atração por crianças. Ser pedófilo seria ser amigo, afetuoso etc. Porém, a palavra Pedofilia tomou um sentido restrito de “atração erótica” na Psiquiatria/Psicologia e foi listada como um transtorno da preferência sexual (como Fetichismo, Travestismo, Exibicionismo, Voyeurismo, Sadomasoquismo, Transtornos múltiplos da preferência sexual e outros transtornos da preferência sexual), uma desordem patológica, no CID 10 (Classificação Internacional de Doenças) da OMS (Organização Mundial de Saúde) e no DSM (Manual Diagnóstico de Transtornos Mentais) da APA (Associação Americana de Psiquiatria).

No CID 11, a pedofilia deixou de ser considerada doença (transtorno de preferência sexual). Mas, no lugar ficou a desordem, distúrbio ou transtorno pedofílico (pedophilic disorder), que abrange os pedófilos com grande dificuldade de se controlarem ou que sofrem muito por sua condição de orientação sexual, como está na descrição:

O transtorno pedofílico é caracterizado por um padrão sustentado, focalizado e intenso de excitação sexual – manifestado por pensamentos sexuais persistentes, fantasias, impulsos ou comportamentos orientadas para pessoas pré-púberes. Além disso, para que o transtorno pedofílico possa ser diagnosticado, o indivíduo deve ter agido com base nesses pensamentos, fantasias ou impulsos ou ser acentuadamente angustiado por eles.[5]

Pedofilofobia (ou pedofobia) é a aversão ou hostilidade a pedófilos.

Há grupos de ajuda a pedófilos, para dá-lhes apoio na sua convivência com sua orientação sexual pedofílica. Um desses grupos é o “Virtuous Pedophiles” (Pedófilos Virtuosos) que prega o celibato como alternativa de vida. Há também projetos, como o do Ph.D Brian Oliver, que é voltado a orientar adolescentes pedófilos. Outros grupos: B4U-ACT, NAMBLA, Ipce, PIE.

Ativismo pedófilo e Ativismo pró-pedofilia:

A maioria dos ativistas pedófilos concordam com os seguintes objetivos: mudança do conceito social de pedofilia; distinção de abuso sexual infantil e relações sexuais consentidas; liberdade sexual de crianças; desclassificação da pedofilia como doença, patologia e parafilia das listas oficiais de doenças e transtornos mentais;
reconhecimento da pedofilia, pedossexualidade, como uma orientação sexual normal;
eliminação das leis de idade de consentimento sexual; direito à liberdade de expressão e de informação.

Segundo ativistas, as evidências são claras de que pedofilia não é um transtorno mental, que faz parte da diversidade sexual humana, e a patologização dessa orientação sexual pode causar enorme estigma para as pessoas que são pedófilas.

A filósofa Simone de Beauvoir (feminista radical e principal ícone da Segunda Onda do Feminismo, autora da frase “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”) assinou, com outros intelectuais, uma petição ao parlamento francês em 1977 solicitando a abolição da idade de consentimento sexual e em prol da descriminalização do sexo consensual. A petição foi assinada por 69 personalidades, como os filósofos Michel Foucault, Jean-Paul Sartre, Jacques Derrida, Louis Althusser, Jean-François Lyotard, Gilles Deleuze, Roland Barthes, André Glucksmann, os escritores Philippe Sollers, Catherine Millet e Louis Aragon, a psicanalista infantil e pediatra Françoise Dolto, dentre outros. Para Simone de Beauvoir, leis de idade de consenitmento sexual são machistas e moralistas.

Frits Bernard (Rotterdam, 28 de agosto de 1920 – 23 de maio de 2006) psicólogo, sexólogo, ativista pelos direitos dos homossexuais e pedossexuais, membro destacado da Associação para o Progresso da Investigação Científico-Social da Sexualidade, fundador do Enclave Kring (grupo dedicado ao estudo científico da pedofilia, considerado como a primeira associação do ativismo pedófilo), especialista em pedofilia, publicou inúmeros trabalhos científicos sobre pedossexualidade.

Frits Bernard dizia que a maioria dos estudos sobre pedófilos são realizados em condições degradantes para eles (prisões, hospitais psiquiátricos) e que apenas se incide no abuso sexual infantil. Segundo Bernard, nunca se pergunta às crianças sobre os seus sentimentos reais que tenham dos pedófilos antes de um grande escándalo que as condiciona para responderem negativamente sobre a sua experiência sexual. Bernard afirmava que as intervenções estatais (como interrogatórios policiais, exames psiquiátricos, detenção e separação do parceiro adulto, julgamentos) nas interações adulto-criança como a causa real de traumas psicológicos nas crianças.

[1] “Você tem 16 anos. É um Pedófilo e Não Quer Machucar Ninguém. E Agora, o Que Você Faz?” -https://medium.com/brasil/voce-tem-16-anos-voce-e-um-pedofilo-voce-nao-quer-machucar-ninguem-e-agora-o-que-voce-faz-6d07d98042fb

[2] A história de Brian Oliver

[3] “7 reasons why pedophilia is a sexual orientation”, Not A Monster, Todd Nickerson -https://notamonsterblog.wordpress.com/2017/04/07/7-reasons-why-pedophilia-is-a-sexual-orientation/

[4] Paulo Ghiraldelli, “Pedofilia saudável e recomendável. Jesus era pedófilo” -http://ghiraldelli.pro.br/pedofilia-saudavel-e-recomedavel/ ou -https://archive.is/bzhlm ou -https://web.archive.org/web/20160208191746/http://ghiraldelli.pro.br/pedofilia-saudavel-e-recomedavel/

[5] “Desordem, Transtorno ou Distúrbio Pedofílico”, “6D32 Pedophilic disorder”, ICD-11, WHO -https://icd.who.int/browse11/l-m/en#/http://id.who.int/icd/entity/517058174

[6] Krafft-Ebing, Richard. Psychopathia Sexualis, 1886.

Hebe

Hebe (grego antigo: Ήβη, transl.: Hēbē): na sua definição mais restrita, pessoa que está no início da puberdade, em geral, as meninas de 9 a 11 anos de idade e os meninos entre 9 e 13 anos de idade. Hebe pode ser sinônimo de juventude ou adolescência, ou ter o mesmo significado que Efebo.

Hebe também é o nome da deusa da juventude, filha legítima de Zeus e Hera, na mitologia grega. Por ter a eterna juventude, Hebe representava a donzela consagrada aos trabalhos domésticos, cumprindo no Olimpo diversas obrigações. Casou-se Hércules ou Héracles (grego antigo: Ἡρακλῆς, transl.: Heraklēs), o herói imortalizado, e com ele teve dois filhos, Alexiares e Anicetus.