Marcela Temer: bela, recatada e do lar

Marcela Temer: bela, recatada e “do lar”. Esse foi o título da matéria da revista Veja[1], que indinou feministas (ou feminazis?), que não aceitam que uma mulher possa escolher ser bela, recatada e muito menos do lar. A revista contava a trajetória de vida da Marcela e exaltava suas qualidades como dona de casa.

Marcela Temer e Michel Temer

SÃO PAULO, SP, 20.03.2015: O vice-presidente, Michel Temer e sua esposa Marcela (Foto: Bruno Poletti/Folhapress)

A revista Veja destacou os 43 anos de diferença de idade de Marcela para o seu Marido Temer. Para quê? Para aumentar a sua audiência em cima do preconceito inter-etário? Claro que houve preconceituosos feministas associando a diferença de idade dos dois à pedofilia. Imagine antes do racismo se tornar crime grave, não seria de se espantar que a mídia se promovessem em cima do racismo, ao destacar, por exemplo, que a “loira” Xuxa se casou com o “negro” Pelé. Infelizmente, a mídia vive promovendo preconceitos. e o etarismo é apenas mais um desses preconceitos.

O preconceito inter-etário é uma forma de etarismo, idadismo, ageismo, preconceito etário, discriminação etária, discriminação generacional, onde o preconceito se baseia na diferença de idade entre duas pessoas que se relacionam. Laercio do BBB foi mais uma vítima desse preconceito. No Brasil, o etarismo, preconceito inter-etário e demais preconceitos etários, é vedado pela Constituição Federal de 1988: art. 3°, IV.

Michel Temer

Michel Miguel Elias Temer Lulia, político e advogado brasileiro, ex-presidente do Partido do Movimento Democrático Brasileiro, vice-presidente do Brasil.

Michel Temer é um idoso de 75 anos, que para os preconceituosos deveria estar no asilo largado, abandonado pelos filhos, e não sendo vice-presidente casado com uma mulher 43 anos mais nova. Mas, Temer está ativo, vivendo a vida que deseja ter e não acomodado e se sujeitando a preconceituosos. Esperamos, que caso ele venha a ser presidente, possa fazer um bom trabalho para essa nação explorada durante séculos.

Marcela Temer (Marcela Tedeschi Araújo Temer) conheceu Michel Temer (Michel Miguel Elias Temer Lulia) em 2002, numa convenção do PMDB, à qual compareceu para acompanhar o tio Geraldo, filiado ao partido e funcionário da prefeitura de Paulínia. Marcela se casou com Temer aos 20 anos de idade, em 26 de julho de 2003, numa cerimônia para apenas doze convidados.

Marcela Temer

Marcela Tedeschi Araújo Temer

Após terminar o Ensino Médio, antigo Segundo Grau, Marcela trabalhou como recepcionista no extinto jornal O Momento e, em 2002, aos dezenove anos, disputou o concurso e recebeu o título de Miss Paulínia, tornando-se. em seguida. vice-Miss São Paulo. Em 2009, Marcela graduou-se bacharel em Direito pela faculdade particular Fadisp, em São Paulo, e, em entrevista, afirmou que não prestou o exame da OAB (Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil) porque, na mesma época, nasceu o seu filho, Michel. Desde que se casou, Marcela não trabalhou mais, dedicando-se a cuidar do filho e do lar.

O artigo da revista Veja “Bela, recatada e ‘do lar’“, foi ironizado como sendo retrógrado e machista. Uma sucessão de memes com fotos de mulheres bebendo em bares, nuas ou fazendo gestos obscenos, acompanhadas da frase “bela, recatada e ‘do lar'” rolaram na Internet. Em um viés político, especulou-se que a intenção do artigo foi diferenciar a imagem da Marcela Temer da presidente Dilma Rousseff, que passava pelo processo de impeachment.

Marcela Temer tem todo o direito de ser bela, recatada e do lar, assim como outras mulheres têm o direito de serem do jeito que elas bem quiserem. Não entendo essas brigas. É tão difícil cada um cuidar da sua própria vida e deixar a vida dos outros para lá?

Marcela Temer

Marcela Temer, futura primeira-dama?

É um absurdo ver feministas, que se dizem defensoras da liberdade feminina, implicar com mulheres belas, recatadas, do lar, prostitutas, funkeiras, etc. Onde está a tal liberdade da mulher ser o que quiser? Como uma pessoa pode ser livre, se ela não pode ir contra a opinião de alguns? A liberdade está em poder desagradar pessoa ou grupo. Quem é obrigado a agradar, não é livre coisa nenhuma e está sob uma ditadura.

Também parem de comparar com a presidenta Dilma Rousseff (Dilma Vana Rousseff). Marcela e Dilma são duas mulheres diferentes, cada uma com suas próprias aspirações e não estão concorrendo a nada, porque uma é dona de casa e a outra a presidente do Brasil. Essas mulheres precisam ser respeitadas e não ofendidas com insinuações e comparações descabidas. A Direita desrespeita Dilma. A Esquerda, especialmente feministas, desrespeita Marcela.

[1]http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/bela-recatada-e-do-lar

MC Melody

Gabriela Abreu, a MC Melody, gerou polêmica em 2015 nas redes sociais ao se apresentar dançando Funk aos 7 anos de idade. Filha de Thiago Abreu, o MC Belinho, Melody dança Funk desde de pequena, fã de Anitta, a menina sonha em ser artista do Funk.

MC Melody (Gabriela Abreu)

MC Melody (Gabriela Abreu), funkeira mirim.

MC Melody, a cantora mirim de 7 anos de idade que reacendeu a discussão sobre erotização infantil. Ora milhões de meninas dançaram o “Segure o Tchan” dos grupos “É o Than” e Gera-Samba, quando eram um só, “Na Boquinha da Garafa” da Companhia do Pagode e tantas outras músicas, como os funks com danças bastante sensuais. É uma hipocrisia querer prejudicar a carreira de uma garota que consegue ganhar dinheiro fazendo o que gosta, cantar e dançar funk, enquanto milhões de meninas dançam todo tipo de música sensual de graça, sem ganhar nada. Apenas como expectadoras. Qual dança não tem a sua sensualidade?

Infelizmente, os moralistas e conservadores, sejam de esquerda e direita, ditos defendores da família e feministas, chegaram ao ponto de querer a prisão do pai da Melody, apenas por ele tentar realizar o grande sonho da menina de sete anos de ser artista do Funk. Lamentável ver a bancada evangélica, que tanto se diz defensora da família, não respeitar a família do MC Belinho.

Se é imoral dançar funk, é infinitamente mais imoral prender os pais de uma menina de apenas sete anos de idade, com quem ela se relacionada muito bem. Prender os pais dela é violentá-la psicologicamente e emocionamente. Violência essa que tornou-se notável no seu semblante após a intervenção descabida dos ministérios públicos estadual de São Paulo e federal.

Uma tática dos moralistas é acusar o pai da menina de estar praticando exploração infantil. Que exploração? Como afirmado, ela canta e dança por gostar e sonhar de ser artista do funk. O pai não a força a nada. Quem ver os vídeos dela antes da perseguição estatal e midiática, percebe que a menina era só alegria. Alegria essa que foi abalada pela intervenção estatal e a ameaça de perda de guarda e de prisão do pai.

Uma criança, ou mesmo um adolescente, não pode ser artista do funk que já vem gente falando de exploração, mas ninguém toca na exploração estatal, que obriga todo mundo a estudar pelo menos 12 anos (Ensinos Fundamental e Médio), frequentando o ensino regular que mais enrola do que ensina, sem contar que a educação estatal é horrorosa. E pagar impostos não deixa de ser um estupro financeiro, que explora o trabalhador, quem produz, para manter a estrutura estatal, que vai ser usada para controlar esse mesmo trabalhador.

Sem dúvida, é melhor mesmo cantar funk ou desenvolver uma atividade que dê dinheiro e investir o que ganhar. Isso sim garante o futuro! O Estado está muito mais comprometido em dar vida boa para a sua elite (governantes, parlamentares, juízes, promotores e outros altos funcionários estatais), do que realmente se comprometer com o cidadão comum, com o pobre, que fica destinado a ensino público ruim, hospitais públicos lotados e a toda a burocracia que tortura qualquer um. Precisar acessar o serviço público para alguma coisa é uma lástima.

Não que estudar não seja importante, é importantíssimo e os funkeiros aproveitam a grana que ganham para frequentar escolas de melhor qualidade e não ficarem a mercer da péssima qualidade do ensino público.

Proibir menores de idade de cantar é matar sonhos, dizimar oportunidades únicas e abortar uma vida mais digna e confortável.

MC Melody e Anitta

MC Melody (Gabriela Abreu) e Anitta (Larissa de Macedo Machado), cantora, compositora, atriz e dançarina brasileira de música pop e funk melody.

Enquanto não falta ódio para destruir a felicidade de uma menina, que sonha em ser estrela do funk, poucos se importam com meninos de dois anos vestindo roupas de meninas, com a desculpa de desconstrução do gênero e em nome de uma igualidade que não existe. Crianças não são iguais. Não existe gênero neutro. Há meninos e meninas com as suas diferenças biológicas.

“MC Melody e os fiscais da vida alheia”