Adolescentes Pedófilos: A história de Brian Oliver

A juventude precisa discutir mais sobre pedofilia, escreveu Brian Oliver, Ph.D em Criminologia e Justiça Penal pela Universidade do Missouri, em seu artigo “Pensamentos para combater a pedofilia em adolescentes não-criminosos“, endereçado ao editor da revista Archives of Sexual Behavior, em 2005. No texto, Oliver diz não saber por que virou pedófilo. Entre as possíveis causas, estão baixa auto-estima, bullying na escola (atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetitivos, praticados por um indivíduo ou grupo, com objetivo de intimidar ou agredir outro, incapaz de se defender) e o fato de quase não ter amigos. “Comecei a me masturbar frequentemente como um mecanismo de fuga. Fantasiava pensando em um garoto de 6 anos que morava na rua atrás da minha. Não estou certo por que minhas fantasias eram ligadas a ele, mas acredito que era por ser a pessoa menos ameaçadora que eu conhecia. Apesar de eu ter 12 anos, não tinha a menor noção de que havia qualquer coisa errada em me sentir atraído sexualmente por um menino. A masturbação fazia bem, era tudo que importava“, escreve.

Com o desenrolar da puberdade, o problema se agravou e fez com que Brian Oliver suspeitasse que era gay. Aos 15, percebeu que era diferente de outros homossexuais. “Eu me sentia sexualmente atraído por meninos bem mais jovens que eu. Depois de verificar que meu comportamento enquadrava- se em um termo utilizado em um livro do Ensino Médio, percebi que, de fato, era um pedófilo“, lembra. Depois da constatação, Oliver ficou aflito por não conseguir mais por fim às fantasias. “Queria desesperadamente ajuda, porém não tinha ideia de onde ir para conseguir auxílio“, conta. Procurou a professora de educação sexual da escola – o que não ajudou muito. “A reação inicial dela foi de total atordoamento. Assim como a maioria dos adultos da época (1986), ela não sabia o que fazer com a ‘confissão’. Recomendou a minha mãe que eu passasse a frequentar a Growing American Youth, que oferece suporte a adolescentes gays e lésbicas, porém esta orientação não me ensinou como poderia viver sem molestar crianças“, diz.

Entretanto, a parte mais efetiva do tratamento, segundo Oliver, foi a criação de empatia pelas vítimas e a compreensão da dor que havia causado. Para ele, o adolescente de hoje tem mais chances de se recuperar devido à Internet e a maior abertura sexual, mas ainda é necessário investir em informação. “Existem centenas de panfletos e livros disponíveis que falam sobre vício em drogas, alcoolismo, divórcio, depressão, orientação sexual, porém não há praticamente fontes para quem luta contra a pedofilia. Tê-las disponíveis daria a estes jovens a certeza de que não são ruins por terem pensamentos sexuais não-apropriados, que o contato sexual com as crianças não é legal, que há ajuda disponível e que não é bom manter o problema em segredo“.

Por Agência Notisa de Jornalismo Científico, publicado em http://psiquecienciaevida.uol.com.br/ESPS/edicoes/27/artigo77880-4.asp

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